Blefaroplastia e toxina botulínica são dois dos procedimentos mais procurados quando o assunto é rejuvenescimento do olhar. Um atua sobre a pele e a gordura das pálpebras, o outro sobre a musculatura que gera as rugas de expressão.
Como cada um resolve uma parte diferente do problema, a combinação dos dois costuma entregar um resultado mais harmônico do que qualquer um deles isolado.
A pergunta que aparece no consultório é sobre segurança, ordem e intervalo entre os procedimentos.
O que cada procedimento resolve?
Entender a função de cada técnica ajuda a enxergar por que elas se somam.
Blefaroplastia
A blefaroplastia é uma cirurgia que remove o excesso de pele e reposiciona ou retira bolsas de gordura das pálpebras superiores, inferiores ou de ambas.
É o procedimento indicado quando existe pele sobrando sobre o olho, bolsas visíveis abaixo dos cílios ou uma sensação de peso na pálpebra que chega a atrapalhar o campo de visão.
O resultado é estrutural, pois a cirurgia devolve o contorno da pálpebra e abre o olhar. Por atuar sobre tecido removido, o efeito é duradouro, com média de dez anos ou mais nas pálpebras superiores.
Toxina botulínica
A toxina botulínica age no músculo. Aplicada em pontos específicos ao redor dos olhos e na testa, ela relaxa a musculatura responsável pelas linhas dinâmicas, aquelas que aparecem quando você sorri, franze ou aperta os olhos.
O alvo principal na região periocular são os pés de galinha, a glabela (entre as sobrancelhas) e as linhas horizontais da testa.
O efeito aparece em três a sete dias, atinge o pico em duas semanas e dura de quatro a seis meses. Como o músculo volta a se contrair depois desse período, a manutenção é periódica.
Por que combinar blefaroplastia e toxina botulínica faz sentido?
O envelhecimento da região dos olhos acontece em camadas. A pele perde colágeno e sobra. A gordura muda de posição e forma bolsas.
O músculo se contrai milhares de vezes por dia e marca a pele com sulcos permanentes. A cirurgia resolve as duas primeiras camadas. A toxina cuida da terceira.
Quem faz apenas a blefaroplastia costuma ficar com pálpebras limpas e pés de galinha intactos, o que gera um contraste visível.
Quem faz apenas toxina suaviza as rugas de expressão e continua com o excesso de pele sobre o olho. A associação das duas técnicas trata o conjunto e produz um resultado mais coerente com a idade e o rosto do paciente.
Existe ainda um ganho técnico, já que relaxar a musculatura ao redor dos olhos reduz a tração sobre a cicatriz da blefaroplastia. Menos tensão significa cicatrização mais discreta.
Como funciona a combinação na prática?
Ordem dos procedimentos
Há duas estratégias possíveis que dependem de cada caso.
A aplicação de toxina antes da cirurgia, com duas a quatro semanas de antecedência, permite que a musculatura já esteja relaxada no momento do procedimento.
Isso facilita o planejamento da quantidade de pele a ser removida e ajuda no repouso da região no pós-operatório.
A aplicação depois da cirurgia é a conduta mais comum. Espera-se a cicatrização completa, o edema baixar e o resultado se estabilizar. Só então a toxina entra para refinar o que a cirurgia deixou pendente.
Intervalo entre eles
Quando a toxina vem depois, o intervalo recomendado é de quatro a seis semanas após a blefaroplastia.
Nesse período o inchaço já regrediu o suficiente para que a avaliação da musculatura seja confiável. Aplicar antes disso corre o risco de trabalhar sobre uma anatomia temporariamente distorcida pelo edema.
Em pacientes que já fazem toxina de rotina e vão operar, o ideal é conversar com a médica sobre o calendário das aplicações antes de marcar a cirurgia.
Quem é candidato à combinação?
O perfil que mais se beneficia reúne algumas características:
- excesso de pele nas pálpebras superiores associado a pés de galinha marcados;
- bolsas nas pálpebras inferiores com linhas de expressão ao redor;
- assimetria de sobrancelha que pode ser corrigida com toxina após a cirurgia;
- desejo de um resultado natural, com melhora do contorno e da expressão ao mesmo tempo.
A avaliação presencial define o que cabe em cada caso. Alguns pacientes precisam apenas da cirurgia. Outros resolvem tudo com toxina. A combinação atende quem apresenta os dois tipos de alteração.
Cuidados no pós-procedimento
Depois da blefaroplastia, o protocolo padrão inclui compressas geladas nas primeiras 48 horas, cabeceira elevada para dormir, pausa em atividades físicas por duas a três semanas e proteção solar rigorosa na região operada.
Os pontos costumam sair entre o quinto e o sétimo dia.
Depois da toxina, os cuidados são mais simples:
- evitar deitar ou abaixar a cabeça nas quatro horas seguintes;
- evitar massagear a área aplicada;
- adiar exercícios intensos por 24 horas.
Quando os dois procedimentos entram no mesmo plano de tratamento, o cronograma de recuperação segue o da cirurgia, que é o mais exigente.
Resultados: o que esperar.
O olhar fica mais aberto e descansado. As linhas de expressão suavizam. A expressão facial permanece, já que a dose de toxina em região periocular é ajustada para preservar o movimento natural do sorriso.
O resultado da blefaroplastia começa a aparecer por volta da terceira semana e se consolida entre o terceiro e o sexto mês. O da toxina aparece em poucos dias e pede reaplicação a cada quatro a seis meses para se manter.
Perguntas frequentes
Dá para fazer os dois no mesmo dia?
Em situações selecionadas sim, principalmente quando a toxina é aplicada em áreas distantes da incisão, como a glabela. A conduta mais segura continua sendo separar os procedimentos.
A toxina substitui a blefaroplastia?
A toxina trata músculo. Excesso de pele e bolsas de gordura exigem cirurgia. São indicações diferentes.
Agende sua avaliação
Cada olhar tem uma anatomia própria e o plano ideal aparece na avaliação individual. A Dra. Rosaura Franco é oftalmologista especializada em cirurgia plástica ocular e pode indicar qual combinação faz sentido para o seu caso. Agende sua consulta e tire suas dúvidas pessoalmente.
Clínica Oftalmológica Dra. Rosaura Franco – Av. Dr. Nilo Peçanha 1221/901
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