Além de checar o grau do seu óculos, um exame de vista avalia a saúde da retina, do nervo óptico e identifica a presença de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão.
Para a maioria das pessoas, a indicação é fazer um exame de vista regular, com ajuste de periodicidade conforme a idade avança ou surgem fatores de risco.
Crianças e idosos exigem atenção especial. Já diabéticos e usuários de lentes de contato precisam de acompanhamento mais próximo.
Independente de qual grupo ao qual você pertença, mediante qualquer sinal suspeito, procure o oftalmologista imediatamente para proteger sua visão.
Regras gerais: orientações práticas
Saber quando e por que fazer um exame de vista depende da sua idade, fase da vida e das diferentes condições de saúde. Em resumo:
- adultos sem fatores de risco: exames regulares, com periodicidade variável entre profissionais (2 anos é uma referência comum);
- adultos com fatores de risco como diabetes, antecedentes familiares de glaucoma ou uso de lentes de contato: acompanhamento anual ou conforme indicado pelo médico;
- Idosos, acima de 65 anos: acompanhamento mais frequente, geralmente anual ou a cada 1 ou 2 anos;
- crianças: avaliações precoces e periódicas nos primeiros anos de vida conforme diretrizes pediátricas e oftalmológicas.
Use este resumo como ponto de partida, lembrando que o seu histórico pessoal pode mudar essas recomendações.
Crianças: por que começar cedo e com que frequência?
A visão se desenvolve rapidamente nos primeiros anos de vida. Problemas como ambliopia ou olho preguiçoso, estrabismo ou erros refracionais podem ser tratados com melhores resultados quanto mais cedo forem detectados.
Por isso, sociedades oftalmológicas indicam avaliações já na infância, com exames específicos entre os primeiros meses e os cinco primeiros anos. A indicação de reavaliações periódicas se ajusta conforme a idade e sinais clínicos.
Diagnosticar qualquer alteração na infância com o exame de vista é o melhor investimento para a visão ao longo da vida.
Jovens e adultos até 39 anos: quando fazer o exame de vista?
Se você é saudável, sem sintomas e sem fatores de risco, muitos guias sugerem exames de rotina com intervalos maiores, por exemplo, a cada 2 anos.
Porém, há diferenças entre sociedades e entre pacientes. Alguns grupos recomendam um exame de triagem por volta dos 20 e 30 anos e acompanhamento conforme necessidade.
Se você usa lentes de contato, sente desconforto, tem dores de cabeça frequentes ou visão embaçada, deve procurar o oftalmologista mais cedo.
Mesmo sem sintomas, manter exames periódicos ajuda a detectar mudanças silenciosas.
Adultos de meia-idade, entre 40 e 64 anos: atenção aos primeiros sinais de doenças.
A partir dos 40 anos aumenta a probabilidade de surgirem sinais de doenças como catarata, glaucoma e alterações retinianas.
Muitas entidades recomendam um exame de vista de base por volta dos 40 anos e avaliações regulares depois disso. A frequência pode variar de 1 a 4 anos para quem está sem riscos, e deve ser maior para quem tem fatores predisponentes.
Idosos, a partir dos 65 anos: por que a frequência costuma aumentar?
Com o envelhecimento, o risco de catarata, degeneração macular relacionada à idade, glaucoma e outras doenças aumenta.
A American Academy of Ophthalmology recomenda monitoramento mais frequente nessa faixa etária. Geralmente um exame de vista a cada 1 ou 2 anos, mesmo sem sintomas.
Detectar qualquer alteração precocemente limita os danos, a perda da capacidade visual e melhora opções de tratamento. Na terceira idade, exames mais frequentes protegem a independência visual do paciente.
Diabetes e outras doenças sistêmicas: exames sob medida.
Pessoas com diabetes exigem atenção especial. A retinopatia diabética pode evoluir sem sintomas até fases avançadas.
Protocolos de saúde pública e diretrizes clínicas no Brasil orientam encaminhamento e exames oftalmológicos regulares para pessoas com diabetes, com periodicidade definida conforme grau de retinopatia e controle metabólico.
Histórico familiar e riscos genéticos como glaucoma ou degeneração macular
Se houver caso na família de glaucoma, degeneração macular precoce ou outras doenças oculares, informe seu médico. Isso geralmente reduz o intervalo entre exames.
O rastreio mais frequente permite detectar alterações iniciais e iniciar tratamento antes do prejuízo visual.
Usuários de lentes de contato e trabalhadores expostos
Quem usa lentes de contato deve seguir recomendações específicas de acompanhamento.
Muitos especialistas sugerem revisão anual pelo menos, além de orientações sobre higiene e troca de material, para evitar infecções que podem ameaçar a visão.
Trabalhadores com risco de trauma ocular ou exposição a agentes químicos devem ter uma rotina de exame de vista e orientações preventivas.
Sinais que exigem consulta imediata: não espere a próxima revisão.
Mudança súbita na visão, flashes de luz, aumento repentino de moscas-volantes, dor ocular intensa, vermelhidão importante ou perda parcial da visão, qualquer um desses sintomas exige avaliação imediata por um oftalmologista.
A prevenção é ótima, mas sinais agudos não devem ser ignorados. Ao menor sinal de problema agudo, procure o oftalmologista sem demora.
Como escolher a periodicidade ideal para você
Converse com seu oftalmologista sobre:
- idade;
- histórico familiar;
- doenças crônicas como diabetes;
- uso de medicações;
- ocupação ou insalubridade no trabalho;
- uso de lentes de contato.
Com essas informações o médico monta um plano de exame de vista personalizado. Não existe uma resposta universal, mas existe a periodicidade mais segura para você.
Se você não sabe com que frequência deve fazer seu exame de vista ou percebeu algo diferente na visão, entre em contato e marque uma consulta com a Dra. Rosaura Franco para esclarecer todas as suas dúvidas.
Clínica Oftalmológica Dra. Rosaura Franco – Av. Dr. Nilo Peçanha 1221/901
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